Antes do primeiro drink, a casa já está tocando. Só que ninguém identifica a música.
As gravações foram feitas em três saídas de campo: uma cachoeira ao amanhecer, um cerrado seco ao meio-dia, uma mata de galeria à noite.
Nada disso entra puro. O material é filtrado, alongado e usado como cama, o que se ouve é textura, não paisagem sonora literal.
A gente não escolhe playlist. A gente escolhe temperatura.
A curadoria muda com a hora. No fim da tarde, mais água. Depois das 22h, mais percussão e mais vento.
Quando um grupo da Cena Chapada entra ao vivo, a trilha não para: ela abaixa e permanece por baixo.
Próximas histórias
Quem faz o cristal virar joia
Uma tarde na oficina de dona Neusa, em São Jorge, onde o quartzo bruto encontra a prata.
4 min de leitura
A cagaita e o tempo certo da infusão
Por que a fruta que estraga em dois dias virou o licor mais teimoso da casa.
3 min de leitura
A noite em que a cena abriu o deck
Registro da primeira intervenção cênica à beira d'água, entre LED e brasa.
5 min de leitura